Tentei todos os dias da semana, durante as horas que não te via esquecer-te, conseguir uma forma de te guardar apenas na pele, nas cicatrizes superficiais e manter-te afastado do meu coração... cortar os laços que criei em teu redor e apagar os momentos que vivemos.
Porque ainda guardava na mente a leve esperança, aquela que mantinha a vela acesa de que ainda voltarias a ser meu, só meu, como eu era tua, mas que tu desperdiças-te, preferindo todas as outras que iam na tua linha férrea, no teu comboio, na primeira carruagem, deixando-me a mim na bagageira, para quando precisasses de algo puramente "material", e eu percebi que tinha de te esquecer, porque de cada vez que falavamos ou pensava em ti, o que senti-a era algo que me incendiava, até que consegui, pelo menos diminuir o sofrimento, pois chegou o bombeiro que apagou o fogo que me matava e deixou apenas ficar a chama de uma nova vida...
Obrigada D.
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